RSSRSS

Notícias de ‘Dailton Felipini’

Seu produto é um bom candidato ao eCommerce?

Dailton Felipini

A decisão sobre que produto colocar na vitrine de sua Loja Virtual é crucial para  o sucesso de seu negócio na Internet. Se você não tiver um bom produto para oferecer, de nada vai adiantar um maravilhoso site de ecommerce. Tampouco  vai resolver, gastar fortunas em promoção, pois finda a campanha, as vendas irão fatalmente despencar. Mas como identificar se um produto é bom candidato à venda on-line? Uma boa dica, é verificar as características dos produtos que são mais vendidos atualmente pela Internet como os CDs, DVDs, Software, Hardware:

Portabilidade. A maioria desses itens é de pequeno porte, o que implica na facilidade de manuseio, rapidez na entrega e baixo custo de transporte, às vezes, até custo zero como no caso de produtos digitais entregues pela própria rede.  A facilidade no recebimento e o baixo custo de entrega são fatores altamente estimuladores de compras on-line uma vez que, do ponto de vista do consumidor, isso representa o recebimento rápido de seu produto a um preço justo.

Padronização. O livro “Fique Milionário sem Trabalhar”, vendido no site da livraria Cultura, é exatamente o mesmo livro que você vai encontrar  em outras livrarias do Brasil, esteja ela na Internet ou na esquina próxima à sua casa. Isso dá segurança ao comprador, facilitando a compra e é válido também para um CD do Chico Buarque ou um DVD.

Custo. A maioria desses itens tem um custo relativamente baixo e mesmo o computador vem mostrando uma tendência constante à diminuição de preço. Custo mais baixo implica em uma menor percepção de risco de perda e, conseqüentemente, um menor receio de apertar a tecla “comprar”. Esse receio tende a diminuir com a familiarização das pessoas com a Internet, processo que vem ocorrendo de forma gradativa, mas hoje ainda favorece as compras de menor valor.

Identidade com o internauta. O internauta padrão tem boa formação, lê mais do que a média da população, tem mais familiaridade com a tecnologia e tem computador em casa, portanto, compra livros e utiliza hardware e software. Produtos cujo consumidor típico se encaixa no perfil do Internauta, tem, naturalmente, mais chance de sucesso na rede. Por outro lado, produtos consumidos majoritariamente pelas classes de renda mais baixas, tem dificuldades na venda pela Internet porque esse público, em sua maioria absoluta, não tem acesso a esse novo canal de comercialização, pelo menos por enquanto. 

Ao pensar em seu produto, verifique se ele possui um ou mais dos atributos citados acima. Se possuir, isso é um indicador positivo, mas caso contrário, não significa necessariamente que o produto seja inviável. O ecommerce ainda está em constante mutação e inúmeras  oportunidades de negócios surgem na Internet o tempo todo.  Muita coisa ainda vai se consolidar, oferecendo surpresas. Há alguns anos atrás, eu dizia aos meus alunos que a comercialização de produtos como roupas e calçados, possivelmente encontraria dificuldades na Internet por ter problemas com “sizing” – numeração não padronizada – o que dificulta a compra sem a prova, além de problemas com a necessidade de o consumidor verificar a textura e tonalidade, entre outras características do produto. Nada como um dia atrás do outro, pois  nos Estados Unidos, o item Vestuário aparece hoje como número um nas vendas on-line. Também no Brasil vem subindo na tabela e já vende mais do que itens conhecidos na Internet como Flores e Alimentos. Vivendo e aprendendo!

Indique este artigo!

Dailton Felipini é mestre e graduado em administração de empresas pela Fundação Getúlio Vargas em São Paulo. Professor de comércio eletrônico na Universidade Mackenzie. Pesquisador, especialista em e-commerce, consultor e editor do site www.e-commerce.org.br.

Postado em Colunistas, Dailton Felipini | Nenhum comentário »

Compra coletiva, oportunidade e riscos

O Comércio Eletrônico, ainda em formação, sempre traz novidades interessantes. Algumas dessas novidades se consolidam, como é o caso do Twitter e de outras redes sociais, e outras desaparecem no oceano da Web, como é o caso do Second Life, que gerou muita especulação em seu início mas não vingou aqui no Brasil. Existem várias razões que levam ao sucesso de um novo negócio na Internet, mas aquelas que representam fatores críticos são a facilidade de uso e a geração de benefícios reais aos consumidores. Em principio o sistema de compra coletiva atende a essas duas necessidades. Ele é simples para o usuário na medida em que requer apenas uma inscrição no site de compra coletiva e a manifestação de interesse em algum produto que esteja em oferta. Ao mesmo tempo, possibilita a aquisição de produtos a um custo sensivelmente menor, com descontos que podem chegar até a 70%, ou mais, do preço normal, o que, sem dúvida, é um benefício real.

A compra coletiva do ponto de vista do anunciante

Para o anunciante, o principal benefício do sistema é a possibilidade de trazer clientes aos quais não teria acesso sem um investimento direto em propaganda. Evidentemente a estratégia da divulgação por meio de compra coletiva tem um custo que é representado pelo desconto real oferecido ao cliente mais o percentual da receita pago ao site. Exemplo: uma lanchonete que ofereça um sanduíche com 50% de desconto e pague 40% da receita ao site de compra coletiva, receberá líquidos 30% do valor normal do produto, o que eventualmente é até menor do que o próprio custo de produção. É necessário, portanto, analisar o custo e o retorno obtido com a campanha.  Á medida em que os anunciantes conheçam melhor o sistema e possam avaliar com clareza a relação custo/benefício é provável que haja uma diminuição dos percentuais pagos aos sites. A própria concorrência entre os sites de compras coletivas, em numero cada vez maior, facilitará essa diminuição nos preços. Deve-se considerar também o fato de que a marca está sendo exposta na Internet e, principalmente, a possibilidade real de que uma parcela dos compradores, tendo ficado satisfeita com o produto, retorne para novas compras, aumentando assim o retorno da campanha.

Viabilidade da compra coletiva para os novos players

O modelo de negócios utilizado pelos sites de compra coletiva é o de corretagem, uma vez que o site tem como objetivo aproximar o consumidor do anunciante, facilitar a transação e receber uma comissão por esse serviço. Eu tenho recebido muitas consultas sobre a perspectiva desse novo segmento de negócios e, devido às razões citadas acima, acredito que a compra coletiva veio para ficar, mas é importante ressaltar alguns fatos que tornam o risco para o investidor expressivo. Em primeiro lugar o mercado já está ocupado por grandes e médios players. Um exemplo é a empresa Groupon, uma das primeiras a investir neste novo segmento nos Estados Unidos em 2008, com valor de mercado de cerca de 1,2 Bilhão de dólares, e que já está competindo no Brasil com a marca Clube Urbano. Além disso, cerca de quarenta empresas já estão estabelecidas e outros players, grandes e pequenos, continuam entrando. É fato que o mercado brasileiro tem um grande potencial de crescimento, particularmente neste setor, mas isso não significa que esse grande volume de clientes vá se distribuir entre um grande número de players. O que geralmente ocorre no mercado eletrônico, após a consolidação de um segmento, é um forte líder seguido a distância por um grupo de concorrentes também com poder de fogo e uma quantidade maior de pequenos que encontraram um diferencial competitivo que os permitiu atrair clientes. Uma possível estratégia para o pequeno empreendedor seria encontrar nichos específicos de produtos com forte demanda e focar exclusivamente nestes produtos. Assim a marca teria chance de ser conhecida pelo mercado como referencia em determinado nicho e sobreviver, ou ser comprada futuramente por um dos grandes players, o que também pode ser um excelente negócio.

 O grande fato positivo trazido pela compra coletiva é que esse sistema deve trazer mais consumidores para o e-commerce e impulsionar ainda mais o volume de compras que já cresce, no Brasil, a taxas entre 30% e 40% ao ano desde 2001.

Dailton Felipini é mestre e graduado em administração de empresas pela Fundação Getúlio Vargas em São Paulo. Consultor especialista em e-commerce, autor do livro Google Adsense: como gerar receita com seu site ou blog , e editor do site www.e-commerce.org.br.

Postado em Colunistas, Dailton Felipini | Nenhum comentário »